quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Uma lição de perseverança





Tenho estranhamente
me sentido fragilizado como quem chega a um cais e descobre que a ponte foi destruída e que não há mais caminho a seguir...

Observo atento a uma longa fileira de formigas confusas e atordoadas diante de um bloqueio obstruindo a passagem.
Uma grande dispersão se generaliza conturbada em movimentos nervosos de “barata tonta”, cada uma delas comunica entre si exasperada o evento que lhes impede de avançar o caminho. Sistematicamente, o instinto animal que lhes domina lhes ordena seguir em frente e abrir caminho na persistência nada atribulada na lamentação ou desistência! Essa ausência de autopiedade é maravilhosa, será que isso ocorre facilmente a elas porque não são dotadas de emoção?

Entretanto, flashes de amargura explodem em minha mente registrando o meu desapontamento, por outro lado esses clarões todos me apontam rumo onde obstinação pela sobrevivência determina todos os comandos dentro de mim e ditam normas conscientes de bem viver perseverando sempre na confiança e disposição de fé... “Esperando contra a esperança”.

Trago á lembrança um episódio bíblico onde Paulo o apóstolo, passando por um naufrágio tem o navio em que estava todo destruído por uma terrível tempestade e ventos contrários.
Durante dias e noites, madrugadas dentro em trabalhos de vigílias e perigos de morte... E por fim a revolta das ondas batem de tal modo contra o navio, rompe a embarcação destroçada em pedaços... Mas que ao final, uns segurando em tábuas, outros em coisas do navio, todos chegaram á salvo em terra firme!

Bom ânimo, coragem!

O rascunho de uma obra que eu crie, elaborada em primeiro momento num pequeno esboço, seja um projeto de interiores, um móvel específico para responder a uma necessidade; uma tela que eu pinto e determino as cores e as formas e a proporção... Mesmo num bocado de texto que escrevo e que se transforma em mensagem viva no conteúdo... Passa por ajustes que somados ao primeiro insite, prossegue atento ao resultado final de obra de arte... Apanho-me surpreso com o que resulta daí... “Certas canções que ouço casam tão dentro de mim que perguntar carece como não fui eu que fiz...”.

De modo que,
coragem e entusiasmo são atributos necessários para qualquer conquista. ...”Indo de força em força!”

Tenho amigos que amargurados pelas dores do amor deixaram que a vida sentimental virasse um deserto árido, ressentidos do bem querer decidiram não se envolver com nenhum parceiro á serio.

Por medo de perder, perderam também a chance de se fazer bem no bem querer que o amor faz.

Minha mãe foi durante toda a vida uma mulher reclusa dentro de si mesma, vitimada pela desilusão e solidão que encontrou lugar quando depois da decepção com o meu pai, não confiou mais em outro homem para reconstruir com sucesso uma vida em comum.  “Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer...”

A prontidão devida para o recomeço é nata de todo ser vivo! A água avança o seu curso apesar da barragem de pedras que bloqueia o seu rítmo... A planta que desponta novo galho depois da poda, regenera depois do corte!

Pior do que a visão da poda é a visão triste de um jardim descuidado em abandono... O mato que é tirado, o excesso que é arrancado poderia sufocar o jardim e esconder as flores... Abrir os caminhos para circulação da vida possibilita novamente o viço da beleza e o crescimento saudável.

Logo após a poda a vide está mutilada e feia, alguns dias de chuva e sol e ela renascerá verdejante bela, radiante e admirada pelas cores e pelo perfume de seus frutos.

É verdade que as crises podem fazer o mato crescer,
mas o trabalho na retirada do mato proporciona um lugar aprazível e bem cuidado.
E por incrível que pareça,
também nos jardins há formigas podadeiras!

E a renovação da vida continua... Perseverante!

Marcos

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aqui, Senhor!




"Senhor, este dia é Teu!

Deus meu, tu estiveste aqui.


Tu estás aqui.

Aqui é onde tu estás.

Aqui estou eu.

Eu, em Ti, e Tu em mim.

Aqui, que lugar maravilhoso é este, meu Deus!?

Ninguém vê.

Ninguém sabe.

Ninguém penetra.

Aqui, invisível, desconhecido, impenetrável!

Aqui, meu coração!

Aqui, teu lugar!

Aqui é fraco, mas é maior que o Universo.

Aqui é confuso, mas é mais certo que a certeza.

Aqui há de tudo, mas nada que possa te afastar.

Aqui, Senhor, há o que aqui puseste, e o que aqui não puseste,

deixaste entrar para que eu conheça que

Aqui não há lugar se não para a Tua Graça!

Aqui, cresce para dentro!

Aqui é como o Templo de Ezequiel: quanto mais se entra, maior fica!

Aqui é o meu coração!

Ele é todo Teu!

Em Ti,"


Caio



Antes que eu fique idoso




"Nunca tive medo de envelhecer...

Aliás, de certo modo, sempre me vi velho.
Amo a paz dos velhos que aprenderam a envelhecer.

Não quero ter que chegar à velhice para ter o que os idosos parecem

adquirir de modo quase natural.

Eis minha oração:

Senhor,


Não quero ter que ficar velho para que minhas emoções se acalmem.

Não quero ter que ficar velho para que minhas afetividades se

pacifiquem.

Não quero ter que ficar velho para não me importar com o des-caso

dos que têm casos contra mim.

Não quero ter que ficar velho para tratar todas as coisas que - já sei

que - são vaidade, como de fato são: vaidade.

Não quero ter que ficar velho para aprender a ter paciência.

Não ter que não ter mais força, como os velhos,

para não precisar usá-la.

Não quero ter que ficar velho para ser compreensivo com tudo o que

hoje já entendo.

Não quero ter que ficar velho para desistir de tudo o que já sei que

não faz bem.

Não quero ter que ficar velho para amar sem nada além de amor.

Não quero ter que ficar velho para perder a força de responder às

coisas que hoje já sei que não merecem resposta.

Não quero ter que ficar velho para sonhar e ter visões que não

precisem ser encarnadas por mim.

Não quero ter que ficar velho para aprender a ouvir ouvindo, sentir

sem me irar ou responder com paixão, e falar sem passar da

sabedoria.

Não quero ter que ficar velho para... ser pleno, em Ti, ainda na Terra.

Senhor, ensina-me a contar os meus dias de Ontem, de Hoje e os que


virão Amanhã, para que eu tenha um coração sábio no Dia Chamado

Hoje." (Salmo 90:12)

Caio

Envelhecência





É mesmo extraordinário
que tenhamos sido capacitados por Deus na nossa mente que antecipa desde sempre, a tecnologia alargada com a modernidade e nos possibilita a ter imagens bem dimensionadas e porque não dizer, digitalizadas todas num banco de dados da memória gravadas.
De modo que sem grandes dificuldades de conexão podemos adentrar á cenas vinculadas num antigo registro do passado e outra vez tornar evidentes e sensoriais todas as sensações arquivadas na lembrança. 
É exatamente o que experimento,
cada vez que recordo episódios do passado já distante, como a voz aguda e forte de minha mãe cantando em casa enquanto realizava os afazeres domésticos... Posso como que ouvi-la outra vez!
Como poderia não estar atento ao que me visita em certa ocasião quando me vejo nitidamente em cena digitalizada do “dvd mental” me transportando facilmente para as cenas que minha mãe me embrulhava afetuosamente com agasalhos e cobertores em noites de chuva, cantando pra eu dormir, e estando ao meu lado até que eu pegasse no sono...
É mesmo impossível não ser de todo absorvido por estas imagens seguidas fartamente de sensações sensoriais que bem ajustadas, que dominam aquela cena.
Posso “sentir” na retomada da lembrança
o calor de suas mãos entre as minhas e até mesmo de seus dedos brincando o meu cabelo... O som, o cheiro de terra molhada e a umidade daquelas noites de tempestades de verão, hoje já não são nada sombrias, pelo contrário, sugerem fartamente o conforto e aconchego trazido e alcançado pela figura protetora de minha mãe. 
Lembrei-me de tudo isso ao refletir um pouco nas inúmeras possibilidades de imagens que são arquivadas dentro de nós ao longo da vida através da leitura de um livro... Aliás, como disse no texto a que me referi, todos os livros e todos os escritos têm esse poder de forjar que estes registros se tornem todos enfileirados de largo conteúdo de memória.

Talvés esse meu apreço de agora pelas recordações de ontem ou pelas vantagens de ter repertórios de historias pra contar, faça parte inevitável da minha envelhecencia...!

Quando se é jovem queremos com ânsia de vida, evidenciar cada segundo como sendo essa fração minuscular, uma fração de mega importância... Para mais tarde e parece que esse tempo chegou pra mim agora, (riso) rever a coleção de lembranças obtidas ao longo do tempo, me dá a boa sensação de que andei vivendo bem a minha vida.

Provido de grande sensibilidade dei devida importância a todas as coisas boas que passaram por mim e não me lembro de ter colecionado inimigos...

Também decidi deletar todas àquelas lembranças que tinham no ontem o poder de me angustiar ou entristecer. Ninguém caminha a vida com gosto tendo desgosto a pesar na bagagem... A vida pode se tornar num enfadonho esgotamento – um fardo pesado de morte! Quero lembranças vivas! – “deixe os mortos a enterrar os seus mortos...”.
Quero o contentamento da boa consciência lavada na certeza de que O Braço Soberano aponta o caminho.
Quero o descanso das faltas e enganos que eu cometi – Restituição possível de conclusão de que nada é por mero merecimento...
Certa vez sugeri á minha mãe que ela adotasse com força e veemência um tanto bom de sabedoria armazenada para os dias de menor discernimento que a envelhecência atrai. Podemos ganhar força e vigor no entusiasmo e alegria de viver. Vamos nos adaptando a viver com menos depois de certa idade... Como se a casa fosse ficando mais larga, como uma roupa que precisasse de ajustes... E fossemos nos provendo e necessitando de menos coisas essenciais... Menos coisas nos interessam e por consequentemente, menos delas nos aborrecem...

Tenho sido ganho por afazeres que antes eu desdenhava... A impaciência e animosidade, a solicitude e ansiedade amplas da pouca idade tendenciosamente tem os seus dias contados!...

Hoje tem sido mais fácil agradar e atender os anseios do meu coração. Pouca coisa ou quero dizer, menores porções me satisfazem com muito mais cuidado do que a gulosa solicitação da minha juventude. De modo que sobriamente, tenho subido os altos da minha nova idade, - um jovem senhor dentro de mim tem me acordado para uma vida nova e certamente o que vai bem dentro da minha esperança é viver dias melhores nesse ciclo de novo tempo que abraça agora a minha idade...


"Os jovens terão sonhos e os velhos terão visão" como está escrito na Palavra. E realmente é mesmo assim, quando temos o teor da juventude, os sonhos são facilmente instalados como planos e projetos hábeis de realização, quando os anos passam e já despontam o concreto e o realizado, então, passamos a ver, a contemplar e a ter visão do que foi alcançado ao longo dos anos, cumprindo o Senhor o derramamento prometido do Seu Espírito.

Vamos avançando, prosseguindo sonhando e vendo esperançosos de que seja através de um sonho ou uma visão concreta torne-se manifesta na realidade plausível dos nossos dias...

Marcos



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um livro, um bom amigo!



Um livro é boa companhia,
um ótimo amigo,
uma carta emitida em papel contado em páginas endereçadas a quem interessar possa ou que se torne anonimamente o leitor... Uma mensagem “extra-large” que chega na caixa de entrada de e-mails baixada na internet... Uma
apresentação avantajada de personagens com múltiplas facetas que vão se tornando cada vez mais familiarizados no contexto do relato da história narrada, tão chegados que quando o livro termina, me demoro a virar as últimas páginas ainda lendo e relendo as palavras contidas de conteúdo e frases repetidas vezes numa tentativa esmerada de não deixar escorrer de todo a história que foi contada.
O final quase sempre me são acrescidos por mim mesmo,
quando invento outros desfechos e busco, desde menino, fazer que os “amigos conquistados” no virar de cada página prossigam comigo ao meu lado e em mim por mais tempo.
Habitam num canto de memória, numa visão adicionada aqui e acolá de mim mesmo... Em cenas adocicadas de paisagens marcadas e descritas com tanta realidade e riqueza de informação que vira facilmente uma fotografia colorida tridimensional, colada diante dos meus olhos.
São lugares, países longínquos e insólitos, e, são prédios e casas e montes e castelos, e desertos e portos. Estações com vai e vem de multidão afoita...
E são tantas estradas e choupanas e casebres ineptos num sem número e sem fim... E o que dizer de todos os quartos e todas as salas e mesas de jantar e quintais que abrigam toda esse gente que saídas dos livros já lidos vive em meus doces guardados de memória.
Isso sem contar nas sensações apuradas que se fazem presentes, de calor e de frescor, as flores, sinto e absorvo o perfume e o iluminado colorido de cena.
O sol e esplendor e a chuva, a névoa misteriosa e sinistra...
As noites e a solidão e emoções dessa gente toda num canto de mim, onde cabe um mundo inteiro sem que haja empurra-empurra ou disputas de competição por posições conquistadas...
A música e a moda, sim as roupas e os chapéus...! Os guarda-sóis e óculos escuros, os mares e as praias e os maiôs tropicais....
Os ventos e vendavais tempestuosos em alto-mar. E o olho do furação. Os encontros e desencontros e os pastos floridos ao pé da serra do luar... O riso e o contentamento, o pranto e o choro do adeus.
As fardas dos soldados alemães e, os vestido de Scarlet O’Hara levados pelos ventos
em tudo o vento levou...

Cheguei ao final da leitura de mais um livro
uma jornada de emoção
e me sinto atordoado desprovido do afã e companhia suave do “amigo” que se vai e deixa comigo mais outro marco de saudade!

Preciso urgentemente de um outro livro!

Marcos

Insite!



Bom dia meu amigo!

É o tempo tem passado depressa, fico meio atordoado como quem brinca de girar num carrossel...
Lá se vão os tempos de carrosséis e brincadeiras... Os brinquedos hoje são outros e para quem tem filhos, jogos e brincadeiras não cessam, pelo menos enquanto se tem crianças... Depois já bem mais velho devo me aderir aos folguedos com os netos...! Não tem saída, vou viver brincando! Um grande menino grande!
Tenho trabalhando muito, o resultado tem sido pequeno... O que fazer pra mudar? Meu amigo, eu faria qualquer
coisa por um trabalho que recompensasse o meu serviço produzido sem ter que me envolver em vender
algum produto! Rs... Acho que vou dar aulas ou me firmar num serviço burocrático! Tenho esperanças
de mudança sim, mas por hora é só esperança. Contudo, esperança que espera já é um bom começo!
Ficou engraçado a história de você ter compro "um colchão novo e uma ajudante"! Ela veio junto? Risos.
"...Inaugurado em grande estilo"! Depois vi que havia juntado a tudo escrito um maiúsculo
! Risos.
Depois que me divorciei levou um tempo pra eu tirar a tabuleta da porta "fechado para balanço e reparação"! E deixei
acontecer de cada vez que me visse envolvido sentimentalmente por alguém reconhecível "feito pra durar", durou...
Permiti entrada e até boa ajuda na reparação de que eu necessitava, nesse entra e sai; alguém especial até chegou a
permanecer por mais tempo. Eu parecia estar fazendo experimentos no coração ou apenas me permitindo estar acompanhado. Esse ultimo relacionamento perdurou por um ano e meio... E ainda está durando! Só que agora estamos separados e com encontros amigáveis ocasionais.  Encontrar alguém pra amar e dedicar nessa altura da minha vida é uma “faca de dois gumes”. O rei Davi na velhice, necessitava de uma jovem concubina para aquecê-lo... Eu necessito tantas
vezes me sentir amado, querido, que penso que quem aparece para esse fim é mesmo uma dádiva!
Então deixei acontecer e talvez tenha sido até um pouco inconseqüente, mas éramos dois adultos consentindo em que o bem de querer bem estivesse conosco por tempo indeterminado e quem sabe até quando poderia durar?... Durou e fez o bem que faz o amor e a virtude!
Confesso que estou muito ligado á essa pessoa que passou pela minha vida como um planeta Halley, um ano passou
num piscar de olhos, o que sobra agora, além das boas lembranças é a boa energia e movimento que foi trazido pelo querer, pelo cuidado e, sobretudo pela descoberta clara e evidente de que todos os milímetros do meu ser estavam dispostos
a encontrar e se misturar a outros tantos desse alguém que me propunha tamanha desordem interior! Rs
Fiquei todo mexido e alterado, todo misturado, todo vencido... Até que por um pequeno curso de lucidez, num “insite” acordei e
tive de decidir que era preciso voltar pra casa e que o meu pai não aceitaria tal envolvimento para o filhinho dele... Sou filho de pai bravo e ciumento! Meu amigo sou mesmo uma criança procurando companhia de "coleginhas" pra brincar... Isso também com certeza vai mudar!
Espero que eu vire logo gente grande e que na seriedade da vida adulta me apareça também alguém de mesmo porte e
tudo relacionado ao amor tome forma de maturidade! É o que eu espero!
Não tenho internet em casa, tive de cortar despesas e a provedora de internet foi junto com os cortes!
Tomara que dê certo de passarmos uns dias juntos!
Quem sabe num fim de semana prolongado eu dê uma fugida até S.Paulo.
Uma boa semana pra você também,
Não fique tanto tempo sem escrever, vamos nos falando,

Abcs,
Marcos
(mensagem via e-mail)

Salmos 84


 


Como é agradável o lugar da tua habitação,
Senhor dos Exércitos!
A minha alma anela,
e até desfalece pelos átrios do Senhor;
o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo.
Até o pardal achou um lar,
e a andorinha um ninho para si,
para abrigar os seus filhotes,
um lugar perto do teu altar,
ó Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus.
Como são felizes os que habitam em tua casa;
louvam-te sem cessar!
Como são felizes os que em ti encontram sua força, e os que são peregrinos de coração!
Ao passarem pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; as chuvas de outono também o enchem de cisternas.
Prosseguem o caminho de força em força, até que cada um se apresente a Deus em Sião.
Ouve a minha oração,
ó Senhor Deus dos Exércitos;
escuta-me, ó Deus de Jacó.

Olha, ó Deus, que és nosso escudo;
trata com bondade o teu ungido.

Melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar;
prefiro ficar à porta da casa do meu Deus
a habitar nas tendas da impiedade.

O Senhor Deus é sol e escudo;
o Senhor concede favor e honra;
não recusa nenhum bem aos que vivem com integridade.

Ó Senhor dos Exércitos,
como é feliz aquele que em ti confia!



sábado, 27 de agosto de 2011

A fé tem que ser maior que a informação!






"Abraão ouviu um dia a voz de Deus. “Sai de tua casa...” Ele obedeceu e foi sem saber para onde ia.

No curso dos anos de peregrinação—e foram décadas—ele conheceu Deus. Muitas vezes Deus falou com ele em sonho. A leitura do Gênesis nos mostra que na maioria das vezes a voz de Deus se fez ouvir sem anjos ou aparições objetivamente gloriosas. O que se lê é: “Apareceu o Senhor...” “Falou o Senhor...” “Disse o Senhor a Abraão...” Há obviamente a visita dos três anjos e a manifestação do Anjo do Senhor. Essa manifestação teve características de fisicalidade e objetividade. Os circunstantes participaram e de comida e bebida foram servidos. Mas na noite mais escura e na hora mais dramática nada se diz além de um “Disse o Senhor a Abraão...” e a recomendação era para que imolasse o seu filho em sacrifício a Deus.

 Abraão, antes de tudo, dissera: “Eis-me aqui Senhor...” Quando caminhava com Isaque na direção de Moriá, o garoto, suspeitando que algo horrível estava para acontecer, lhe diz “Meu pai”—insinuando que desejava falar. A resposta de Abraão é a mesma: “Eis-me aqui, meu filho...” Abraão já conhecia tanto a Deus que sua fé prescindia de explicações. Ele se tornara um homem livre da necessidade de informação para seguir. “Onde está o cordeiro para o holocausto?”—indagava o aflito Isaque. “No monte do Senhor há visão”—é o que diz o texto no original. Ele, literalmente, não andava pelo que via e nem pelo que sabia. Abraão andava porque conhecia a Deus, mesmo que nada soubesse de Seus Caminhos.

 Existe a fé que quer saber o caminho para decidir se segue. Mas a verdadeira fé não tem perguntas a fazer. Sabe de Deus. Por isso, discerne duas coisas:

1. Quem conhece a Deus não precisa de explicações.

2. Quem conhece a Deus sabe que mesmo não tendo a “visão” das coisas, mas em Deus há visão. Deus sabe por mim. Deus vê por mim. Abraão creu e isto lhe foi imputado como justiça! Eu quero aprender a confiar e crer assim também.

 Isto certamente não torna a existência mais fácil, mas com certeza conduz ao lugar onde todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Afinal, eu não sei, mas Ele sabe por mim; eu não vejo, mas Ele vê por mim. E eu só enxergo o invisível pela fé. E minha fé é que Deus sabe e vê por mim e por você. De minha parte, só tenho que dizer: “Eis-me aqui, Senhor!”

Caio

Fé: Um João Abaão!




"Abraão não fez quase nada além de andar e andar. No entanto, foi o pai da fé; e o inaugurador da densidade histórica de uma Era que persistirá até o tempo de todas as consumações.

Abraão, no entanto, não curou doente alguém; não parou o sol; não abriu mar e rios; não fez fogo cair do céu aos olhos de ninguém; não teve nem mesmo os “expedientes” de Jacó ante o sogro; não adivinhava no copo como José; não foi forte como Sansão; não fez a proeza de Gideão; não tomou cidades como Josué; não ressuscitou mortos, como Elias e Eliseu; não foi poético e profético como Isaías; não foi sábio como Daniel; e não fez nenhum prodígio ou mostrou qualquer que fosse o sinal, especialmente ante os homens; no entanto, ainda assim, foi o pai da fé.

Abraão foi o pai da fé não por suas virtudes, pois, ante Daniel, Elias, Eliseu e Oséias, Abraão era um “João ninguém”.

Abraão foi o pai da fé em razão de obedecer a Voz, na solidão, sem sinal, sem evidencia, e até contra toda razão: “Vai e mata o teu filho para mim!”

Abraão foi o pai da fé porque creu que Deus era Justo e Justificador de todo aquele que Nele crê; e também porque cria na Palavra de Deus de tal forma que se Deus disse que de seu filho, Isaque, viria toda a descendência da Promessa para ele, Abraão; então, se a ordem era matar o filho, Isaque, certamente o seria porque Deus tem o poder de ressuscitar dos mortos; posto que a Palavra de Deus e Suas Promessas não poderiam falhar — assim ele cria; conforme a interpretação de Paulo escrevendo aos Romanos.

Abraão foi o pai da fé porque creu que na sua fraqueza humana Deus era poderoso para realizar todos os impossíveis dos homens!

Abraão foi o pai da fé porque creu desde as entranhas, e deixou tudo para trás; e, como um louco, seguiu o invisível, o imponderável e o Não-Evidente."


Caio

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Histórias de ouvir e contar...




Eu era menino e soube então
tomara o meu pai o caminho da vida
e eu o conheço através de histórias por minha mãe
contadas,
farrista e boêmio eu quase nada sei
só sei que o amo e dele precisei.
Fiquei sozinho bebendo tristeza
embriagando esperanças de vir um dia a semente
que germinou o meu ser...
Mas que a brutal realidade dos meus dias
me fazer selar uma frase,
não preciso mais de você!

Escrevi isso quanto tinha os meus dezesseis anos de idade e
guardei o texto decorado na memória sem nem saber ao certo
como isso teria se apegado tanto á mim.

Eu conheci o meu pai já com vinte e quatro anos de idade e só dois anos mais tarde obtive um registro que o obrigasse a me dar o seu nome...

Na verdade, talvés haja mesmo um tanto de angustia nessa história toda, ela ditou muita rejeição para os meus dias, mas também promoveu que se avantajasse em mim uma solidez de propósito que me reconstruiram por dentro e me levaram a honrar e amar ao meu pai desprovido de qualquer permuta de sentimentos...

Isso me deu de mim para mim mesmo, uma visão mais definida de que não se decide prontamente, a amar como troca ou recompensa.

Ama-se por que o bom sentimento de amor se acha instalado dentro de nós pronto a ser doado e entregue ao objeto de nosso amor.

Quem ama não está preocupado se o ente amado merece ou não ser amado, ser querido ou desejado. A consideração de quem se descobre ser capaz de amar, ama sem que questões racionais que determinem merecimento ou compensações...

Amei o meu pai extamente assim, certo de que eu não poderia esperar dele fiel correspondência. Não ouviria dele a palavra filho, e o que o eu viesse a conhecer como significado de ter um pai, dependeria muito mais de mim mesmo do que dele de ante-mão proporcionar. Ele faleceu há poucos anos, sem nunca conseguir oferecer ou mesmo me salientar e transmitir essa idéia paternal.

A gente aprende a desempenhar dons e talentos também por aspiração daquilo que nos faltou e acabamos por exercer e executar melhor papel do que aquele que naturalmente já está inserido nos guardados dos nossos mais profundos instintos... E o da paternidade é só um deles!

Curiosamente, depois que tornei-me pai, tornei-me num melhor filho na relação amigável com minha mãe, terno e atencioso, um tanto consternado pela lúcida constatação dos nobres sentimentos que dominam o coração de um pai.

De que são feitas as relações humanas? Quase sempre e á miúde se fazem de desumanas relações...

Meu pai nunca se achou na obrigação de ser pai e ser presente. Isso não dosou o que eu desenvolvi como bom sentimento por ele, imerecidamente, devolvi a ele prontamente o que me foi dado gratuitamente pela vida e não por ele e que reconheci que a ele pertencia e fiquei desprovido de alguma dívida de dádiva a ele concedida... Não houve troca nem permuta, foi uma doação espontânea. Unilateral. Privou-me a amizade, o companheirismo e a identificação filial. Mas o honrei e o amei até que seus dias se encerraram e não o vi mais. Não ter-me ressentido do mal deixou-me motivado a pensar que devo estar ápto e aberto a relações de apreço e fraternidade sempre estando no que depende de mim, em paz com todos os homens, e isso começou com ele aprendido; mesmo tendo sido desquerido daquele que me faltou. 

Hoje, me apanho pai de filhos queridos e outros filhos que não são meus filhos, têm outros pais e outros lares distintos, mas sinto abundantemente, que poderiam ser todos meus, nascidos no meu colo e frutos da minha mocidade!

Incrível como o tempo é capaz de mudar e transformar tudo e todas as coisas perecíveis... Tanto pode arrefecer o chá quente, como sela feridas em cicatrizes anunciadas a cura e superação. De modo que no tempo, há remédio contido para todas as mazelas que vão sendo esquecidas, abramdadas, sucumbidas... Basta um pouco de tempo e o que há de vir virá, e todos os imprevisíveis presupostos da vida se diluem ou se tornam então visíveis num tempo previsto.

Pai, na verdade, sempre e mais, precisei de você!

Marcos

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Aprendendo a contar os dias!








Recentemente, no aniversário da minha caçula, sem dinheiro suficiente para dar uma festa, no que foi possível comprei um pão de mel e espetei na cobertura de chocolate uma velinha cor-de-rosa. Vim até a sala de televisão onde ela estava com a Esther. Cheguei-me até ela elaborando uma surpresa com o bolinho escondido em uma das mãos por trás das minhas costas. Mostrei-lhe o pequeno bolo, cantando "parabéns pra você nesta data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida!" Velinha acesa e ela com um rosto radiante iluminado tanto pela luz da vela mais ainda pelo largo riso de contentamento, soprou a chama que balançava em labareda viva e a vela apagou de imediato.
Numa fração de milésimo de segundo, uma série de pensamentos tomaram de pronto a minha cabeça como uma névoa repentina que me obrigasse a olhar pra dentro de mim mesmo.
Encontrei-me na simplicidade alegre de minha infância apagando uma velinha posta em cima de um bolo caseiro feito por minha mãe para não deixar passar em branco a singela comemoração do meu aniversário. Era uma homenagem simplória mas de grande significado. 
Chega um tempo em nossa vida com o passar dos anos e o amontoar das idades, vemos colecionadas lembranças memoráveis que se fazem vivas quando atribuídas já a outros bolos, outras velas e outras simplicidades amenas...! As boas lembranças, essas que nos emocionam e transbordam em si mesmas como leite derramado ao ferver... Escoam aquecidas e ferventes lavando os olhos e o coração... De modo que as coisas aquecidas pelas desventuras a gente esquece e se aborrece delas mas as outras e todas as outras são empilhadas num canto qualquer da nossa "casa interior" por dentro da gente, onde mora saudade e prazer sem que haja espaço para áspera melancolia! Seria muito triste viver inconsciente dessas pilhas de histórias fotográficas que revelam o fato do que se viveu com prazer e afeto o dia que passou!
Olhando para fora,
vi a minha pequena me olhando atentamente como que esperando no previsível que eu tivesse algo grandioso pra lhe dizer.
Velinha apagada ali bem diante dos nossos olhos, estávamos os dois seguindo com o olhar o espiral de fumaça que subia em desaparecimento no ar...
"Que significado pode ter o apagar de uma velinha de aniversário papai?"
Se a luz vira fumaça e não permanece acesa, a luz do significado é a luz que fica e perpetua. Minha cabeça também estava num fumaceiro só...
Estranhamente senti-me desafiado como que diante de uma grande multidão ávida por ouvir a mensagem de um palestrante articulado!
O que eu posso dizer? Perguntei de mim para mim mesmo!
Parece frustrante termos de apagar a velinha quando na verdade o que queremos é acendê-la e nos gratificar da sua luz compartilhada. Ela ainda me olhava atentamente, á essa altura, Esther também se aproximara para ouvir o que eu teria pra dizer á irmã. 
Sabe Aninha, penso que apagamos velinhas hoje com quem marca o final de um ciclo, uma passagem para um outro momento em nossa vida, uma nova idade, renovamos a contagem dos dias. 
... Apagamos uma etapa e nos prontificamos felizes e entusiasmados na esperança de ter acesa nova luz e a contar tudo de novo e outra vez...ano após ano e muitos anos... Sempre esperando que nos próximos tenhamos fôlego de vida para soprar mais velinhas e começar de novo a contar quantas já foram sopradas e quantas temos esperança de acender e soprar... Curioso que tenhamos ao longo da vida de acender algumas coisas radiosas apenas para que em seguida  vê-las apagadas num sopro diante de nós. Sempre vamos lidar com questões de perdas e ganhos! 
Como as flores e estações perenes, enquanto vivas ostentam todo o frescor e perfume e cor que lhe são cabíveis... depois murcham e secam e descartamos desistindo delas mantendo em nós apenas o que registramos na fotografia do olhar do coração.
Até o pequeno pão de mel, partido em três bocados entre nós os três e logo desapareceu marcando-nos apenas e então com a docilidade derretida na boca ao fim da segunda mordida! ... Assim colecionamos na lembrança os bons momentos, felizes memórias...
Temos hoje a responsabilidade de viver a vida como quem armazena  boas recordações para o dia de amanhã...

Viva bem os seus dias!


Papai Marcos









Desiderata





"Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa,
lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível,
mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você:
isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho,
por mais humilde que seja,
ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira,
pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos
e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado
para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários:
muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve,
para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores,
você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber,
a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus,
seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida,
conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano,
o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz
e partilhe com os outros a sua felicidade".


Max Ehrmannn

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Renúcia









"Sê o que renuncia Altamente:

Sem tristeza da tua renúncia!

Sem orgulho da tua renúncia!

Abre a tua alma nas tuas mãos

E abre as tuas mãos sobre o infinito.

E não deixes ficar de ti

Nem esse último gesto!"


Cecília Meireles

A imensa alegria de servir




"Toda natureza é um desejo de serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve o sulco.
Onde houver uma árvore para plantar,
planta-a tu;
onde houver um erro para corrigir,
corrige-o tu;
onde houver uma tarefa que todos recusem,
aceita-a tu.

Sê quem tira
a pedra do caminho,
o ódio dos corações
e as dificuldades dos problemas.

Há a alegria de ser sincero e de ser justo;
há, porém, mais do que isso,
a imensa alegria de servir.

Como seria triste o mundo
se tudo já estivesse feito,
se não houvesse uma roseira para plantar,
uma iniciativa para lutar!

Não te seduzam as obras fáceis.
É
belo fazer tudo
que os outros se recusam a executar.

Não cometas, porém, o erro
de pensar que só tem merecimento executar
as grandes obras;
há pequenos préstimos que são bons serviços:
enfeitar uma mesa.
arrumar uns livros.
pentear uma criança.

Aquele é quem critica,
este é quem destrói;
sê tu quem serve.

Servir não é próprio dos seres inferiores:Deus, que nos dá fruto e luz,
serve.
Poderia chamar-se: o Servidor.
E tem os seus olhos fixos nas nossas mãos
e pergunta-nos todos os dias:
- Serviste hoje?"


Luiz de Camões

Dido




Mary's In India
Danny is lonely 'cos
Mary's in India now
She said she'd call but that was three weeks ago
She left all her things
Well, her books and her letters from him
As the sun rises on Mary, it sets on him

And just dance, and just drink
And just see the things
I'll probably never get the chance to see

Danny's not eating, he's drinking and sleeping in
I saw him last night at a party, he's definitely thin
He says he's happy, he looked pretty good
But I think
That as the sun rises on Mary, it sets on him

And just dance, and just drink
And just see the things
I'll probably never get the chance to see

Danny came over last night and I cooked for him
We talked about you, Mary, and how much we loved you still
He told me he's packed up your books and your letters andthings
But as the sun sets on Mary, it's rising on him

And we danced, and we drank
And I've seen some things you probably never got the chance to see

Don't worry, Mary
Cause I'm taking care of Danny
And he's taking care of me



Mary Está Na Índia
Danny esta solitário porque
sua Mary está na Índia agora
Ela disse que ligaria, mas isso foi há três semanas atrás
Ela deixou todas as suas coisas
Bem como seus livros e as cartas dele
Assim como o Sol se nasce em Mary, se põe nele

E apenas dança, e apenas bebe,
E apenas vê as coisas
Que eu provavelmente nunca terei a chance de ver

Danny não esta comendo, ele esta bebendo e dormindo mal
Eu o vi na noite passada numa festa, ele esta Definitivamente magro
Ele diz que esta feliz, ele parece muito bem,
Mas eu penso
Que assim como o Sol se nasce em Mary, se põe nele

E apenas dança, e apenas bebe,
E apenas vê as coisas
Que eu provavelmente nunca terei a chance de ver

Danny veio aqui na noite passada e eu cozinhei pra ele
Nos falamos de você, Mary, e o quanto ainda te amávamos
Ele me falou que guardou seus livros e suas cartas e pertences
Mas como o sol se põe em Mary, está nascendo nele

E nós dançamos, e nós bebemos
E eu tenho visto algumas coisas que você provavelmente nunca teve a chance de ver

Não se preocupe Mary
Porque eu estou tomando conta do Danny
E ele esta tomando conta de mim





Confiança é a palavra!







"Confiança é o bem maior que pode se instalar no ser de um homem.

Confiar é, portanto, o maior desafio do ser humano. 


A natureza animal desconfia, examina, observa quando se trata de encontrar um outro ente, seja caça, seja predador. No entanto, em relação ao ciclo natural das coisas—que no nível do puro instinto animal corresponderia à fé para os humanos—, todas as criaturas parecem andar descansadas. Elas se estudam no chão, no plano dos enfrentamentos, mas carregam em si a confiança da vida-não-consciente quando se trata de simplesmente existir.


Nós, humanos, todavia, nos tornamos seres plenos de desconfiança. A inteligência pode se tornar em armadilha, e a sabedoria em astúcia; de modo que ser inteligente e sábio permite ver que a antítese de tais virtudes pode ser laço e armadilha. Nossa desconfiança é fruto de nossa “inteligência possessa da certeza” que o conhecimento do bem é também conhecimento do mal. 


No fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal só há dúvida e desconfiança! Essa é a única certeza que dela provém!


Confiança, portanto, é algo que para existir num homem precisa se impor contra todos os seus instintos de inteligência-caída, e programada para desconfiar. 


No homem até o instinto da vida se tornou desconfiança!


Além do quê, para os humanos, confia-se apenas como entrega na impotência, pois, se ainda se crê que nosso próprio braço pode mover alguma coisa, será ele que usaremos, visto que os humanos parecem pensar em confiança apenas como o recurso a ser buscado quando nenhum poder humano se faz disponível. 


Confiança assim não é confiança, mas apenas resignação de natureza psicológica.


A verdadeira confiança é um estado da fé, quando se transforma em entendimento espiritual, o que torna a confiança não apenas em algo como um ato, mas sim como a realidade de um estado permanente, no qual os atos em si são feitos da matéria prima da própria confiança.


Mas como e por que alguém confiaria no invisível?


Ora, a questão é que todas as coisas que são, são como são. Portanto, sem confiança e fé, nada muda na Terra, posto que somente a fé projeta o que é bom, mesmo que ainda não exista como fato concreto. 


Somente a confiança muda o mundo que nos cerca; mas para que isto aconteça, ela antes tem que ter mudado o mundo interior do homem que diz experimenta-la.


Na falta de confiança, todavia, subsiste apenas a desconfiança da sobrevivência, e que é infinitamente mais aflita que a luta de uma fera pela vida, posto que nossa inteligência caída nos remete sempre para as piores conclusões da inteligência inclinada para o mal, pois que o mal existe em nós; daí ele ser projetado como imagem de nosso interior sobre o mundo, e como todos fazem assim, nos defendemos uns dos outros, e nos matamos em desconfiança.


Somente a fé que permanece confiante é que carrega consigo as certezas de coisas que se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem.


Confiança, portanto, não se entrega pela metade, nem nos provê com suas bênçãos se a entrega a ela não for total. E o “total” nesse caso é apenas aquilo que se transforma em descanso. De tal modo que a confiança é medida pelo descanso que a alma experimente enquanto confia.


Confiança deve ser o estado do ser pacificado com Deus. Por outro lado, ninguém é pacificado em Deus se não se entregar em confiança ao amor e à fidelidade de Deus.


Confiança é fruto de alguém saber que nada pode separa-lo do amor de Deus!



Quem assim crê, assim vive!"



Nele,



Caio

Deus é alegre e eu quero ser também!...



"Deus é alegre.
Deus é feliz.
Deus é amor.
Ora, o amor é feliz, se alegra, exulta, come e bebe contentamento, até quando não há razões externas; posto que a alegria do amor não venha de baixo, mas de cima... Sim, vem do alto; vem de Deus; e não depende de mais nada além da felicidade de Deus, da paz de Deus e do Gozo do Amor no qual Deus É.
Afinal, se Deus me manda ser alegre, grato e contente, é porque Ele mesmo é assim...
Deus grato?...— que blasfêmia!
Grato a “Quem”?...
Não sei como é..., mas sei que Deus é grato assim como Jesus demonstrou gratidão sempre.
Ora, se Deus se entende com Deus por mim, segundo o patriarca Jó; e se Jesus disse que Deus é manso e humilde de coração...; e se Paulo disse que Deus se submeteu a Deus em Jesus — então, para mim, é simples crer que Deus seja também grato e feliz.
Afinal, a alegria do Senhor é a nossa força!
Toda a tônica da Escritura quando se trata de bem-aventuranças, sempre nos remete para a alegria.
Os salmos são convites regulares e freqüentes à alegria, ao salmodiar, ao fazer poesia para Deus e para a vida...
Os Profetas sempre dizem que o sinal da reconciliação do homem com Deus implica em alegria, em festa, em folguedo, em dança, e baile de gratidão.
No Evangelho tudo é alegria, até a lágrima que faz o coração estranhamente feliz: uma verdadeira bem-aventurança.
Sim, até o fim do mundo deve ser visto com exultação prospectiva, pois, se crê que haverá novos céus e nova terra.
Segundo Jesus, a grande resposta do homem à calamidade, à perseguição que aconteça em razão da verdade e da justiça, deve levá-lo para um lugar de exultação.
“Alegrai-vos”; “exultai”; “erguei as vossas cabeças” — são expressões que nos mandam abraçar a alegria mesmo que seja enquanto se foge, errantemente..., e sem chão no mundo...  
Paulo nos diz que o grande poder na vida é contentamento sempre, é gratidão sempre, é a capacidade de poder tudo Naquele que nos fortalece; seja no tudo do tudo..., ou seja no tudo do nada...
Provavelmente o grito mais emblemático desse mandamento existencial da alegria venha do Profeta Habacuque, quando disse que deveríamos viver alegres com uvas ou com espinhos, com leite ou com lama, com pastos verdes ou na grama marrom da seca, tendo ou não tendo, ou até esperando e vendo a promessa mentir ou atrasar-se... — enfim, em qualquer circunstância; e sempre dizendo: “Ainda que seja tudo ruim, eu me alegro no Senhor, no Deus da minha salvação”.
No entanto, o contentamento, a alegria, a gratidão que vêm de Deus, só se estabelecem em nós com a invasão da eternidade no coração do homem, e com a consciência em fé que o faça transcender..., sim, na esperança da glória de Deus; pois, somente depois disso é que se dá o passo seguinte, que é aprendermos a nos gloriar nas próprias tribulações.
Em Paulo, sua maior exortação à alegria foi feita enquanto ele estava preso em um calabouço gelado e sem amigos...
Assim, saiba:
Você não tem que andar gargalhando...
Alegria não é gargalhada necessariamente...
Ao contrário, muitas vezes as alegrias mais profundas vêm nas correntes das lágrimas...
Entretanto, seja sorrindo seja chorando, a alma pode aprender a alegria e a serenidade exultante no espírito!
Sim, pode; pois o Espírito da Vida habita em nós!

Nele, que viu o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficou satisfeito,"


Caio