segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Rasgado o véu





Abandonei a mascara
e me revelei
o rosto desnudado 
de qualquer defeito
ou medo...

Devolvi os preceitos
que me impuseram 
uniforme
descolorido
desprovido
o compromisso
alforrei os meus sentidos

"Rompi com o mundo
queimei meus navios,
diz com que cara eu devo partir..."

Advoguei 
e
Tagarelei
esboços da minha defesa 
e não calei no peito a aceitação perfeita
da nova cara revelada
por trás da culpa 
que me detinha
numa pintura
Um esboço qualquer de ilusão
Um rosto padrão
do seu rosto patrão...

Adiantei-me no tempo
do tempo que me resta pela mão
atravessarei os dias 
como flecha
polida
rumo ao certeiro alvo
que era previsto o destino 
e que eu não conhecia
Me conhecerão

Fui enganado
e desengano
engastado em conceitos
libertinices da mentira
uma prisão... 
sem a sua inquisição
fiquei livre
e de cara nua
Nova estação

Rosto descoberto desde então

Contemplação...



Marcos

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