segunda-feira, 16 de abril de 2012

anseio liberdade






Se me deixar
a salvo
livra-me de vez
desta cela nua
chão molhado
escorregadio
aflito
facilmente me aperto
entre as paredes de carne
que me cercam
me adestram
comprimido
meu casulo
quase desforme
tão conforme
igualado
ao modelo planejado 
atribuído de vez
ás asas que virão
projeto de vida
instalado
asas que levem
da consciência ao labirinto humano
preciso 
da vontade 
que me domina
e escraviza nesse corpo fechado
abro os olhos e vislumbro
um mundo 
todo
horizontado
formatado 
linha distante e contínua
acredito
longe lá é o meu lugar...






Marcos Segala

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