quinta-feira, 10 de maio de 2018

Solitário mas nunca sozinho






Cada vez que me encontro
Enamorado de mim mesmo
Exponho
Meus adereços mais latentes
Á conquista 
Como se as qualidades disponíveis
A vista
Não me fossem dantes conhecidas...
Gosto de fazer de conta 
Que não me conheço de fato
E discorro em palavras esculpidas
O que me faria enrubescer a paixão.
Nesse galanteio de mim mesmo
Garanto
Não perder nada desde o ponto
Do primeiro olhar
Primeiro conto
Até um último gesto decidido
A me ver de novo
Comovido
A um novo encontro no portão...
Assim, dia a dia
Saio por aí em minha própria companhia
Afinal nunca estou só enquanto tenho a mim mesmo...


Marcos Segala

 

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