E me falou da casa simples
Onde nasceu
E que a mãe varria o chão
Jogava água
Pra apagar a poeira
Que subia
Terra batida
Barro vermelho
Tinha um coração
Passarinho
Ninho enfeitado com esmero
Como se alguém fosse chegar
De algum lugar esperado
O bem repartido
Um pouco
A beleza o seu lugar
De repouso
Encontrado
Entre a casa e o portão
Beleza posta lá dentro
Nada pretenciosa
Daquela pobreza nobre
Havia
Tanto aconchego
Naquele lugar
Um lar
Um coração
Um altar
Que não me canso
Imitando
Cá dentro a beleza daquela casa...
Marcos Segala

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