domingo, 26 de agosto de 2018

A primeira casa


E me falou da casa simples 
Onde nasceu
E que a mãe varria o chão
Jogava água 
Pra apagar a poeira 
Que subia
Terra batida 
Barro vermelho 
Tinha um coração 
Passarinho 
Ninho enfeitado com esmero 
Como se alguém fosse chegar
De algum lugar esperado
O bem repartido 
Um pouco 
A beleza o seu lugar 
De repouso 
Encontrado
Entre a casa e o portão
Beleza posta lá dentro 
Nada pretenciosa 
Daquela pobreza nobre
Havia 
Tanto aconchego 
Naquele lugar 
Um lar 
Um coração 
Um altar 
Que não me canso 
Imitando 
Cá dentro a beleza daquela casa...

Marcos Segala 

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