quarta-feira, 1 de maio de 2013

Catavento




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Talvez
Eu devesse
Em breve tempo
Não ter nada que pensar
Nada pra dizer
Mesmo que fosse
Pra mim mesmo
Quando me encontro só
Nem aí nesse momento
Me silencio 
E se me pego desprevenido
De palavras pra dizer
Não me calo
Se durmo
Sonho
Lá não me aquieto
Movimento
Todo o tempo
Catavento dentro em si  
Se me calo 
Penso
Logo escrevo
Entretenho comigo mesmo
Das palavras que escrevo
Assim,
Em movimento o tempo inteiro
Sob o sopro do Vento
Sobejo...


 Marcos Segala  
  

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