terça-feira, 27 de setembro de 2016

Amor amar



Não sei se de todo é amor
amar
ou esperança infinda
o ser amado
não deixo a cama 
atravessar o dia 
desarrumada
não deixo em desalinho
as emoções
que me cercam
refaço
costuro o que deixei alinhavado
termino o que eu faço
concluo e assino
não empurro com a barriga
não carrego fardos advindos
não beiro precipícios 
descontentamento
saio de cena quando não ouço 
meu próprio aplauso...

Marcos Segala

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