Fico
pensando
Em como
seria
Se tudo
fosse diferente
Na minha
vida
Uma vida
Passada a
régua
A ferro e
fogo
Certinha seria
Talvez eu
não admita
A minha vida
amarrotada
Que eu tinha
Endireitada num
traço na escrita
Uma borracha
apagava
A linha
torta da minha rima
Um “erro-ex”
cedido na Graça a cada esquina
E a vida que
me levou na estrada
Aquela que
eu levo a deriva
Viva a vida
que eu vivo
Sem compromisso certinho
Que entorpece
no autoritarismo da perfeição
Que eu não
tenho e que não se mostrou no
Meu caminho entontecido
Rico o
caminho que me traçou a vida
Que eu vivo
Sem assombros
Sem esquinas
Esmerada num
curso
Desprovido de
ensaio
Quase o
improviso que eu vivo...
Marcos Segala

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