quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Seguindo a linha









Fico pensando

Em como seria

Se tudo fosse diferente

Na minha vida

Uma vida

Passada a régua

A ferro e fogo

Certinha seria

Talvez eu não admita

A minha vida amarrotada

Que eu tinha

Endireitada num traço na escrita

Uma borracha apagava

A linha torta da minha rima

Um “erro-ex” cedido na Graça a cada esquina

E a vida que me levou na estrada

Aquela que eu levo a deriva

Viva a vida que eu vivo

Sem compromisso certinho

Que entorpece no autoritarismo da perfeição

Que eu não tenho e que não se mostrou no

Meu caminho entontecido

Rico o caminho que me traçou a vida

Que eu vivo

Sem assombros

Sem esquinas

Esmerada num curso

Desprovido de ensaio

Quase o improviso que eu vivo... 


Marcos Segala

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