Olho pela
janela da sala
E a visão
alcança as torres de aço
Erguidas e
impostas ao crescimento
Desordenado
da cidade
Já tivemos
mais árvores na paisagem
Quem agora
busca tranquilidade
Encontra os
condomínios periféricos
Afastando, arrastando
pra lá a cidade
E o tal
progresso urbano...
Logo verei a
cidade distante
Vista ao
longe o seu amontoado
De edifícios
erguidos assombrosamente
Imensos pombais
de aço e concreto armado
Cada vez
mais compactos
Três quartos
com suíte e sacada
Mas na sala
só cabem duas pessoas sentadas...
Ou me meto
dentro de um desses apertos
Ou prevaleço
no privilégio de um quintal e jardim
Vendo a
cidade ao longe distante
E perto o ar
puro
A fruta no
Pé e a vida tranquila na vila
Outra vez...
Marcos Segala

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