quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A descoberta de "Marciso"




Era uma vez,
um moço solitário e triste,
feito pronto pra ser feliz-mesmo-acordado.
Era triste. 

Preferia estar dormindo
como se isso fosse belo
- Viver o mórbido adormecido!
Enquanto dormia
viajava o Moço
pelo mundo dos sonhos e da fantasia atroz...

Havia no mundo do Moço em sonho
um colorido compacto - de seu devaneio solitário onde a solidão não existia. Tudo fantasia...
Era antes suprimida pelos milhões de amigos que o belo queria ter...

Onde cabia todo o mundo apertadinho?

Era tudo bem guardado no seu grande-coração-entorpecido.

Até que um dia um beijo apaixonado o despertou!

Esperto o Moço acordou de seu sono de pedra,

Abriu os olhos pra conferir a vida-que-é-viva.

Ver a luz depois de tanto tempo

e ver o céu, o sol, a lua, o mar, a chuva e as estrelas...

E via a vida no seu todo movimento

Viu-se

Animado-irrestrito

Num mundo ainda mais belo que o seu velho mundo irreal-dormido.

E como num resgate de alma

O Moço dantes solitário-e-triste-menino;

Viu-se agora despertado diante de si próprio

Na companhia amiga de si mesmo,

"Visto que ele mesmo era a princesa que dormia...!"

E afinal.
Onde seu Eu existiu sempre dormindo
Cabe agora lugar real para ele mesmo
E os milhões de amigos no seu largo coração
acordado-de-menino.



Marcos

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