Tudo me tem feito muito bem,
tudo agora me faz muito bem.
Decisão!
Mordo-farto o lado doce do fruto
o azedo, o amargo,
apodrecido é lançado fora.
Fica o melhor do bom que me cabe!
Tenho mesmo aprendido a conviver bem
com o que noutros tempos me limitava e restringia.
Hoje gosto da amizade que dedico a mim mesmo.
Tornei-me em descoberta-eureka!
Uma grande boa-afável companhia!
Quanto tempo eu me fiz perder
Ausentado de toda possibilidade de estar só e me curtir.
Curtido, até que o sabor fica intríssico ao que se sabe bem...
Estou mais bem composto,
Nessa compota caudalosa de sentimentos!
Mais educado e gentil comigo agora.
É provável mesmo
que eu tenha feito as pazes comigo próprio!
E me pergunto,
por que é que eu tinha tanto azedume para com-igo
Tão pouco amigo
eu ini-migo do Eu que habita em mim
vivendo ás zangas-implicâncias envelhecidas-distorcidas... ?
"Como o ferro afia o ferro, assim afia o homem o rosto do seu companheiro..."
No espelho traduzido da minha imagem refletida
em cada rosto que reluziu o meu ser,
Acabei por entender que a melhor parte de mim
reside e encontra lugar na identificação percebida dos iguais á mim
que me aceitam, me acolhem e se me oferecem
pra mim em si mesmos
o bom
o bem
que esperam também receber.
Seria o caso de eu estar me encontrando
cada vez mais me revelando-conhecendo-conhecido
de minha própria alma e mistério?
Sempre vi aos outros como admiráveis e belos leões...
Vejo a mim mesmo agora em
imagem-refletida-do-outro-correção-de-mim-mesmo!
Amando ao outro como 0 eu mesmo de mim.
Marcos


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