Bom dia amado,
De tudo o que li nas mensagens que você me enviou, ficou a pergunta, afinal era uma consulta do que? O que te levou
a um consultório médico?
Passei o feriado dormindo até mais tarde, fui á pé para um parque da cidade aproveitar a manhã livre. Á caminho,
comprei algumas frutas, pêssegos e maçã e segui meu caminho para dentro do parque... fiz um mini piquenique solitário,
nada, estava acompanhado de um bloquinho e caneta esferografica... mil imagens, mil palavras e idéias todas prontas a
se articular e preencher páginas inusitadas do pequeno bloco. Escrevi, emocionei-me, constatei coisas sobre o amor e a vida, solidão e a solidariedade que é coadivante agora que tenho estado só. Solidariedade para comigo mesmo, visto que tenho
conhecido um amigo dentro de mim, que há tempos não prestava a ele atenção devida! Voltei á casa, providenciei uma lasanha de
micro-ondas e comi o meu almoço. Músicas de um cd faziam a trilha sonora pra mim mesmo... Ajeitei alguma coisa em casa,
me diverti cuidando das plantas, umas poucas num jardim suspenso... Limpei as folhas velhas, ressequidas e remexi a terra. Passam dias e me demoro a lhes dar uma atenção que
envolva mais do lhes dar água de beber - uma boa conversa terapêutica que para ambos de nós, eu e elas, são momentos que
caem bem e são necessárias ! Ás vezes denoto apenas gratidão pela solidez do verde perseverante e alguns lírios branquíssimos que me surpreendem quando começam a florir...
Mais tarde saí como uma amiga, uma irmã que me foi dada, minha vizinha, andamos em busca de uma grade de demolição para compor um arranjo no jardim da casa dela, demoramos na procura, encontramos umas poucas que nos enchesse os olhos e casasse com o procurado. Tomamos na volta um café no final da tarde, pães quentinhos com requeijão, broas, mané-pelado, nos entusiasmando com o projeto do jardim e varanda se concretizando em nossa visão criativa. A tarde já havia caído e trazido a escuridão da noite filtrando todos os intervalos de luminosidade do sol que se escondia tímido por trás do horizonte... resolvi sair novamente e andar por aí sem rumo certo, apenas caminhar... segui rua abaixo apenas lembrando que o bloco de notas e uma caneta não podiam ficar para trás. Mas deixei pra trás o carro, o celular... Acredita que sinto cada vez menos necessidade do carro, e por incrível que pareça, eu que tinha pavor de perder uma chamada do celular, agora
saio e deixo-o em casa, na mesa de cabeceira do meu quarto, lá ele fica até que eu volte e retorne alguma ligação perdida, que julgue necessária. De volta á casa, começei a rever um velho filme poetico: "Entre dois amores".Tomei um chá de camomila, uma broa de fubá, umas páginas do "nas peles da cebola" e fui dormir contente!
Surpreedentemente feliz, agora nas primeiras horas da manhã dei de cara com sua mensagem de e-mail. risos
Obrigado pelo estímulo enviado! Recebe o mesmo e o meu abraço escolhido!
Marcos

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