quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Passeio matinal





Deixo o carro na garagem
e vou á pé para o trabalho de manhã...
Atravesso uma área verde, hoje em dia tombada pelo patrimônio histórico da cidade numa tentativa de preservar o bucólico charme do Setor Sul. É um conjunto de praças interligadas que dão para os fundos das quadras que se tornam num quintal coletivo para as residências ali.  Formam um vasto campo cheio de arvores e caminhos estreitos que abrem passagem para as vielas resguardando o local dos barulhos e movimentos da cidade...
Vou caminhando sob a copa de árvores cinquentenárias...
Onde se aninham uma orquestra bem ritmada de papagaios, periquitos e ararinhas que tangem para longe qualquer pensamento que não seja o de otimismo e entusiasmo pela vida!
Há também outros cantos e assobios de bem-te-vis e ainda de outros pássaros cujos nomes não sei definir...
Vou sendo invadido por uma extraordinária sensação de bem viver e bem estar. De repente tudo parece traduzir que no meio da agitação e do barulho das máquinas e motores rosnando no estresse do trafico pesado das avenidas que circulam estes bocados de jardins aprazíveis... É possível encontrar nesses pequenos oásis urbanos, a quietude e acolhimento.
Caminho devagar e vagueio tranquilamente na minha caminhada... Olhos arregalados, ouvidos atentos e o coração aberto a tudo o que me confere de belo e afável, do colorido e alegre musical, que se traduz nesses vinte minutos diários de um promissor devocional nas primeiras horas da manhã.

Marcos


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