segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ela não mora mais aqui


Uma correspondência triste chegou
E devolvi pro correio,
Não era pra mim...
-Ela não mora mais aqui, disse-lhe,
Categoricamente.
Mudou-se
Em fim.

Saiu daqui assim,
sem pressa e sem dolo

Foi-se afastando num pouco-a-pouco
Num muito-a-muito sem fim.

Excedeu-se e desapareceu! Sumiu no ar asfixiada... Partiu.

Ficou enciumada da-minha-própria-companhia
que se me mostrou presente em mim - Eu que não
me gostava tanto, eu que nem me respeitava a esse ponto;

Desbanquei a solidão sem medo de ser feliz.
e impôs a ela mesma a desistência...

Deixou de medir forças comigo e se foi.
Apelou-escafodeu-enraiveceu-de-vez!

Pestilência homicida da minha alegria e do
meu próprio bem querer.

Arrumou suas coisas tolas e partiu...
Seus guardados e todas as subtilezas suicidas
Levou consigo todo o amargor e desespero-desistiu.

E me deixou assim aliviado.

Desanuviado, acordado de que ela não volta mais.

Agora sou sabido de ser mais feliz constantemente
do que fora do ar colocado...

Desconheço a verdade de quem diz que a felicidade
não existe-sempre... E se contenta com pequenos préstimos da amistosidade dos momentos felizes.

Descontentei-me dos momentos infelizes
e assumi felicidade por inteiro de mim.

Finalmente fiquei bem comigo mesmo!

Se divorciei da solidão
Casei-me já com a alegria desde então!




Marcos

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