Uma correspondência triste chegou
E devolvi pro correio,
Não era pra mim...
-Ela não mora mais aqui, disse-lhe,
Categoricamente.Mudou-se
Em fim.
Saiu daqui assim,
sem pressa e sem dolo
Foi-se afastando num pouco-a-pouco
Num muito-a-muito sem fim.
Excedeu-se e desapareceu! Sumiu no ar asfixiada... Partiu.
Ficou enciumada da-minha-própria-companhia
que se me mostrou presente em mim - Eu que não
me gostava tanto, eu que nem me respeitava a esse ponto;
Desbanquei a solidão sem medo de ser feliz.
e impôs a ela mesma a desistência...
Deixou de medir forças comigo e se foi.
Apelou-escafodeu-enraiveceu-de-vez!
Pestilência homicida da minha alegria e do
meu próprio bem querer.
Arrumou suas coisas tolas e partiu...
Seus guardados e todas as subtilezas suicidas
Levou consigo todo o amargor e desespero-desistiu.
E me deixou assim aliviado.
Desanuviado, acordado de que ela não volta mais.
Agora sou sabido de ser mais feliz constantemente
do que fora do ar colocado...
Desconheço a verdade de quem diz que a felicidade
não existe-sempre... E se contenta com pequenos préstimos da amistosidade dos momentos felizes.
Descontentei-me dos momentos infelizes
e assumi felicidade por inteiro de mim.
Finalmente fiquei bem comigo mesmo!
Se divorciei da solidão
Casei-me já com a alegria desde então!
Marcos


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