sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Silêncio


Quando me calo
Cesso palavras metralhadas da boca
Mas se me calo a boca
Nem por isso me calo por dentro
Pois se me calo olhando pra dentro
Desperto o ouvinte e falador em mim mesmo

Outras palavras tantas minha alma tagarela

Minha alma fala quando eu calo.

Se me calo as pedras falam
Palavras de pedra
Muralhas de proteção
Muros e limites
Refúgios e esteio
Construção...
Minha mente não se cala se quer um minuto!

Quando durmo
Sonho palavras que não se calam em mim
E me acerco de ti com palavras caladas
No silêncio que se me obrigo quando penso em você.
Agora que outras palavras te cercam por aí...
E se calo o teu nome – minha alma te chama
Não se cala
Aflita!

Calam-se palavras que não falo mais
Calam-se palavras que não ouço de ti
Pois que em te calando cá dentro de mim
É que de todo já me calei

Mas não me calo - descanso!


Marcos

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