Quando o meu coração era de todo ocupado apenas pelo seu nome gravado no meu, quando todo o tempo em que eu pensava em alguém, pensava em você e que todo o sentimento romântico que pudesse se demorar nessa lembrança era você, como num pulso ritmado e frenético instalado dentro do meu peito num você-você, como tic-tac de você em mim sem parar e sem fim... Eu me acreditava mais completo e mais feliz.
Cheguei mesmo a pensar que sem esse tic-tac no coração eu não sobreviveria. Parece então incrível que com a distancia e sua indiferença eu tenha sido capacitado a viver de outra forma, noutro ritmo que não seja o seu nem o meu... Mas fui cercado de uma capacidade inovadora para amenizar dores e memórias tristes.
Lembranças que se azedaram e se tornaram por si mesmas impróprias a guardados preservados.
Esqueci você em algum lugar, como quem perde os óculos mesmo estando com eles assentados em cima do nariz.
Desmemoriei-me de você.
Desmemoriei-me de você.
E outros "tics", outros "tacs" vieram pulsar no meu peito e embora hoje me chegue aos ouvidos uma promessa de milagre anunciado e prometido de um retorno seu – seu regresso esperado. Espero com a mesma esperança que foi escrita para não morrer facilmente.
É que não há desconfiança na esperança anunciada, a fé que é fé é confiança.
Mas devo dizer que a minha confiança em você é que morreu.
Um contra-senso que deporia contra a razão da minha Confiança?
Entristeço-me...
Alegro-me obstinado o coração, se preso á certeza eu não sei, mas meu coração ousa a esperar e acreditar que você voltará!
Seria isso um retrocesso?
Uma reparação?
Receio fazer planos quando o coração anseia por sua volta.
Se eu desistir, morro junto com a esperança,
se eu esperar, vivo alegremente e esperançoso da idéia de sua volta... "Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar..."
Volta novo tic-tac que me pulsa agora!?
Receio fazer planos onde caiba novamente o meu amor.
Receio arrumar a casa e por a mesa inteira e comprar flores e perfumar o ambiente... Receio trocar os lençóis e fazer a cama...
Receio esperar e não dormir na esperança.
“Se disseres que vens ás seis da tarde desde as três estarei á tua espera.”
Mas também não sei ser de outro modo, acreditei no que me foi dito!
Estou preso pela Palavra de Promessa Enviada!
O amor que lhe dediquei ainda é seu amor.
E o lugar
O lugar que já foi seu
É seu de novo renovado.
Estando escrito da sua volta.
Haverá escrito do renascimento do amor e afeto,
Do Cuidado e do apreço
Que cabe em mim pra você dedicado.
Entra meu amor,
a casa é sua!
Marcos

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