segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um livro, um bom amigo!



Um livro é boa companhia,
um ótimo amigo,
uma carta emitida em papel contado em páginas endereçadas a quem interessar possa ou que se torne anonimamente o leitor... Uma mensagem “extra-large” que chega na caixa de entrada de e-mails baixada na internet... Uma
apresentação avantajada de personagens com múltiplas facetas que vão se tornando cada vez mais familiarizados no contexto do relato da história narrada, tão chegados que quando o livro termina, me demoro a virar as últimas páginas ainda lendo e relendo as palavras contidas de conteúdo e frases repetidas vezes numa tentativa esmerada de não deixar escorrer de todo a história que foi contada.
O final quase sempre me são acrescidos por mim mesmo,
quando invento outros desfechos e busco, desde menino, fazer que os “amigos conquistados” no virar de cada página prossigam comigo ao meu lado e em mim por mais tempo.
Habitam num canto de memória, numa visão adicionada aqui e acolá de mim mesmo... Em cenas adocicadas de paisagens marcadas e descritas com tanta realidade e riqueza de informação que vira facilmente uma fotografia colorida tridimensional, colada diante dos meus olhos.
São lugares, países longínquos e insólitos, e, são prédios e casas e montes e castelos, e desertos e portos. Estações com vai e vem de multidão afoita...
E são tantas estradas e choupanas e casebres ineptos num sem número e sem fim... E o que dizer de todos os quartos e todas as salas e mesas de jantar e quintais que abrigam toda esse gente que saídas dos livros já lidos vive em meus doces guardados de memória.
Isso sem contar nas sensações apuradas que se fazem presentes, de calor e de frescor, as flores, sinto e absorvo o perfume e o iluminado colorido de cena.
O sol e esplendor e a chuva, a névoa misteriosa e sinistra...
As noites e a solidão e emoções dessa gente toda num canto de mim, onde cabe um mundo inteiro sem que haja empurra-empurra ou disputas de competição por posições conquistadas...
A música e a moda, sim as roupas e os chapéus...! Os guarda-sóis e óculos escuros, os mares e as praias e os maiôs tropicais....
Os ventos e vendavais tempestuosos em alto-mar. E o olho do furação. Os encontros e desencontros e os pastos floridos ao pé da serra do luar... O riso e o contentamento, o pranto e o choro do adeus.
As fardas dos soldados alemães e, os vestido de Scarlet O’Hara levados pelos ventos
em tudo o vento levou...

Cheguei ao final da leitura de mais um livro
uma jornada de emoção
e me sinto atordoado desprovido do afã e companhia suave do “amigo” que se vai e deixa comigo mais outro marco de saudade!

Preciso urgentemente de um outro livro!

Marcos

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