segunda-feira, 30 de abril de 2012

neblina no Rio





Durante o voo você fechou os olhos sonolento 
eu abri os olhos para o céu 
e toda a paisagem aérea me puxou para fora... 
Vi os rios serpenteando 
por entre os relevos verdes e
me vi independente no meu voo 
desprovido da grande capsula 
que me mantinha sentado confortavelmente... 
Nenhum pensamento era completo, 
logo tudo se decepava e dissolvia 
á cada visão detida na paisagem lá fora
o sobrevoo me trazia sensações inusitadas, 
você virou pro outro lado 
eu me virei para a janela 
nenhum dos passageiros parecia interessado
em montar histórias com bocados de nuvens 
que passavam lentamente pela janela da nave
estrias verdejantes como retalhos de musgo 
cobrindo a terra lá embaixo
veios d'água encharcavam plantações 
aglomerados pontos na imensidão ... 
ajuntamento de casas
edificações
denunciavam 
a cidade plantada entre montanhas
e o mar 
o mar-oceano se estendia longe
numa provisão de azuis 
contornando o horizonte
intermináveis azuis
e azulavam tudo á minha volta...
Você facilmente dormira 
e eu desmaiado no horizonte, 
belo horizonte...






Marcos Segala

Nenhum comentário:

Postar um comentário