Durante o voo você fechou os olhos sonolento
eu abri os olhos para o céu
e toda a paisagem aérea me puxou para fora...
Vi os rios serpenteando
por entre os relevos verdes e
me vi independente no meu voo
desprovido da grande capsula
que me mantinha sentado confortavelmente...
Nenhum pensamento era completo,
logo tudo se decepava e dissolvia
á cada visão detida na paisagem lá fora
o sobrevoo me trazia sensações inusitadas,
você virou pro outro lado
eu me virei para a janela
nenhum dos passageiros parecia interessado
em montar histórias com bocados de nuvens
que passavam lentamente pela janela da nave
estrias verdejantes como retalhos de musgo
cobrindo a terra lá embaixo
veios d'água encharcavam plantações
aglomerados pontos na imensidão ...
ajuntamento de casas
edificações
denunciavam
a cidade plantada entre montanhas
e o mar
o mar-oceano se estendia longe
numa provisão de azuis
contornando o horizonte
intermináveis azuis
e azulavam tudo á minha volta...
Você facilmente dormira
e eu desmaiado no horizonte,
belo horizonte...
Marcos Segala


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